Dado é da pesquisa "Um retrato sobre Creators Pretos no Brasil", primeira realizada com black creators e apresentada pela primeira vez no YOUPIX Summit 2020



Os influenciadores negros têm menor participação em campanhas publicitárias e recebem menos por essas ações. Esses são resultados da primeira pesquisa brasileira do mercado de influência com recorte racial, a "Um retrato sobre Creators Pretos no Brasil", apresentada durante a 6ª edição do YOUPIX Summit, maior evento sobre indústria e economia de creators da América Latina.


O painel Black Influence contou com a participação de Lara Lages, líder de projetos na SHARP, e Ricardo Silvestre, fundador do Black Influence, e apresentou pela primeira vez o estudo, que pretende apontar com dados os mecanismos do racismo estrutural no mercado de influência. A pesquisa, realizada pela parceria da SQUID, YOUPIX, SHARP, Black Influence e site Mundo Negro, ouviu mais de 760 creators e é a primeira fase de uma série de ações que o grupo de trabalho ao longo dos próximos meses.


Crédito: FG Trade/iStock


Entre os respondentes da pesquisa, que utilizou os critérios de identificação utilizados pelo IBGE, mais de 22% se consideram pardos e mais de 17%, negros. Ao serem questionados se já haviam participado de alguma campanha de publicidade, cerca de 64% dos respondentes disseram que "Sim". Porém, no recorte racial, os influenciadores que se consideram pretos tem a menor participação entre as raças: pouco mais da metade já fez alguma campanha, mas a taxa está 17.2% menor que a média das respostas.


O estudo comparou, ainda, a diferença entre as categorias que os influenciadores pretos apontam como sua principal com as categorias que as marcas os contratam para campanhas. Apesar de ser o 11º tema mencionado na lista, o assunto de impacto social (que envolve discurso ativista), esse é o 7º assunto pelo qual são procurados por marcas para ações. O resultado aponta que os criadores pretos ainda são mais contratados para abordar temas que abrangem racialidade e temas correlatos.


Outro resultado apontado pela pesquisa é a diferença de pagamentos entre criadores brancos e não-brancos. Ao comparar a média dos valores mínimos e máximos que os creators receberam em campanhas, existe disparidade entre os valores pagos entre as raças. A média do valor máximo recebido por um creator preto é de R$ 1.626,83, enquanto a recebida por um influenciador branco é de R$ 4.181,01. A diferença é de mais de 50% inferior à média da pesquisa. Quando perguntados se já receberam menos em alguma campanha, mesmo tendo a mesma faixa de seguidores e engajamento semelhante com outro influenciador recrutado, 38% dos influenciadores pretos responderam que "sim", sendo 16% maior que a média de respostas "Sim" da pesquisa.

Plataforma oferece 8,5 milhões em fomento ao mercado da economia criativa para projetos com foco em impacto positivo



Natura Musical seleciona novos projetos para patrocínio em 2021, com inscrições de 1 a 21 de setembro, e foco em impacto social, econômico e ambiental positivo. A plataforma busca artistas, bandas, grupos, coletivos e empreendedores culturais, em diversos estágios de carreira, que desejam desenvolver projetos artísticos com identidade própria, refletindo temas, narrativas e discursos contemporâneos, com potencial de alavancar cenas regionais, nacionais e internacionais. As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de setembro pelo site natura.com.br/naturamusical.


"Em 2020, a plataforma Natura Musical passou por uma grande revisão de categorias, formatos e critérios para que siga relevante diante do cenário atual", afirma Fernanda Paiva, Head of Global Cultural Branding. "Além da criação artística, buscamos por propostas que promovam a inclusão e a representatividade em todo o seu âmbito, do artista a equipe técnica. Projetos que ampliam o impacto do setor cultural, por meio de capacitações profissionais, desenvolvimento de novos modelos de produção, distribuição e articulação", completa.


Está será a primeira vez que Natura Musical terá um investimento dedicado para toda a região Amazônica. Além de R$ 1 milhão disponibilizado para projetos do Pará, via Lei Semear, ao menos 20% da verba do Edital Nacional terá como prioridade as iniciativas da região Amazônia, que é um dos pilares da marca Natura. Outra novidade é a atuação internacional da plataforma. Dentro das categorias criação artística e inovação, serão estimulados novos formatos de interação entre artistas e público, seja no digital ou no presencial, com experimentação de novas redes e novos territórios, como ações e intercâmbios com a América Latina.



As propostas inscritas no edital podem ter diversos formatos como álbum, show, turnê e clipe, além de programas de formação, iniciativas de empreendedorismo cultural, circuitos culturais, laboratórios de inovação, experiências imersivas, pesquisas, séries de vídeos ou podcasts, documentários, mostras, residências artísticas, intercâmbios, oficinas, pontos culturais, casas de show e conferências. Os projetos serão avaliados por uma rede de curadores formada por artistas, produtores, jornalistas e empresários do mercado musical. Os critérios utilizados para a seleção podem ser consultados no regulamento do edital (clique aqui). O anúncio dos selecionados será feito ainda em 2020.


"Outra novidade desse ano é a criação de um conteúdo especial voltado para os proponentes e artistas veiculado nos canais proprietários de Natura Musical. A programação, que se estende durante todo o processo de inscrição, trará lives e mentorias para sanar possíveis dúvidas e apoiar o mercado no desenvolvimento de projetos. Entendemos que Natura Musical tem um papel importante de influência e formação do mercado cultural e tornaremos essa prática uma frente perene", diz Fernanda.


O Edital Natura Musical receberá inscrições de projetos em âmbito nacional e terá seleções regionais na Bahia, com a Lei Faz Cultura; em Minas Gerais, com Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais; no Pará, com a Lei Semear; e no Rio Grande do Sul, com a LIC. Ao todo, o Edital Natura Musical distribuirá R$ 8,5 milhões de reais, sendo R$ 1,5 milhão para a projetos de todos o Brasil; R$ 1 milhão para Minas Gerais; R$ 1 milhão para a Bahia; R$ 1 milhão para o Pará ; R$ 1 milhão para o Rio Grande do Sul. As doações aos fundos de cultura têm valor total de R$ 3 milhões, repartidos igualmente entre Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul.


A seleção de projetos e a distribuição de verbas dos fundos de cultura será feita por meio de editais próprios e programas culturais vigentes. Os detalhes sobre os processos de seleção estaduais serão divulgados em breve.

O programa traz conversas com especialistas da área e dicas de organização financeira



Você sabia que mais de 40% da população adulta brasileira tem dívida atrasada? E que sai ano, entra ano e esse número não para de crescer? E você? O seu dinheiro costuma sobrar no final do mês? Pensando nisso, o Spotify anuncia hoje, o novo podcast original comandado pela orientadora financeira e criadora de conteúdo Nath Finanças. O programa Boletos Pagos com Nath Finanças, tem como objetivo popularizar o acesso à educação financeira e empoderar seus ouvintes, explicando conceitos de economia e levando dicas de organização financeira.


O canal Nath Finanças surgiu em 2019, idealizado pela estudante de administração Nathália Rodrigues. Com maneira simples de se comunicar, Nath busca ajudar pessoas de baixa renda a manterem uma relação saudável com o dinheiro. Hoje, ela conta com mais 828 mil seguidores em suas redes sociais.


O episódio de estreia conta com a participação de Alan Soares, criador do projeto de orientação financeira Boletinhos. No programa, Nath e Alan trazem dicas de planejamento financeiro na compra de itens considerados caros e discutem sobre desigualdade social e meritocracia. Tá curioso? Quer saber mais sobre esse lançamento? Então ouça agora o trailer do podcast que já está disponível.


Os episódios serão publicados toda terça-feira e podem ser ouvidos gratuitamente na plataforma do Spotify. É só fazer um cadastro de usuário Free para curtir esse e muitos outros entre os milhares de programas no Spotify. Além disso, sendo usuário Free ou Premium, você pode salvar podcast em modo offline para ouvir quando e onde quiser.

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