• Yuri Ribeiro

Balanço de 70 dias de quarentena: o que fiz, vivi e aprendi

Começos e recomeços. Rotina. Altos e baixos. Choros e sorrisos. Mudanças e uma situação nova. Como estou depois de tanto?

Dois meses. Mais de 10 semanas. Três luas cheias. Achei que não ia consegui. Consegui. Surtei. Chorei. Sorri. Fiquem sem falar com ninguém. Fiz chamadas de vídeo.

Fiz aniversário. Lancei um site. Me empolguei. Planejei Fiz terapia. Me achei inabalável. Me desmotivei. Não quis sair da cama. Assisti noticiários. Senti raiva do governo.

Chorei mais, desabafei e tretei. Fiz as pazes, disse eu te amo. Conheci crushs. Desisti de crushs. Troquei os móveis de lugar. Redecorei o quarto. Comprei plantinhas. Cuidei de plantinhas. Joguei fora o acúmulo. Abri espaço para o novo. Fiz compras pela internet.

Não fiz exercícios físicos. Nem me cobrei por isso. Aliás, me cobrei bem menos. Me permiti descansar. Me julguei, às vezes. Me puni, em outras.

Chorei no travesseiro. Escrevi textos no travesseiro. Vi a noite passar no travesseiro. Passei uma noite em claro. Lavei a roupa suja em uma ligação não planejada de madruagada.

Cortei o cabelo. Me amei. Cantei alto. E como cantei. Extravasei. Dancei. Rebolei. Fiz lives. Me acostumei com minha voz. Me aceitei mais. Fiz um ensaio fotográfico a distância. Dei aulas por EAD.

Abracei meus pais. Fotografei meu cachorro. Conversamos mais. Fizemos almoços juntos. Cozinhamos coisas novas. E tiramos fotos.

Não resisto mais ao despertador. Me acostumei com rotina. O looping me cansa (ariano, né). Ainda incomoda, mas bem menos que antes.

Acordar, sentar na mesa, fazer chamada de vídeo, da aula, estudar, ver O Clone e Chocolate com Pimenta, dormir. Repetir tudo novamente.

Acho que vivi uma vida inteira. Não sei sobre os próximos 70 dias. Nem sobre os planos que havia planejado. Sei que estou mais sereno para encarar. O normal é outro. Preciso estar disposto. Vou surtar? Vou? Mas vamos seguir. É o que nos resta.

E, você, qual o seu balanço?

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